Empresas pernambucanas estão apresentando projetos na Caixa para ingressar no programa Minha casa, minha vida. Interesse maior é por residenciais para pessoas com renda de três a dez mínimos
Viviane Barros Lima
vlima@jc.com.br
As construtoras de Pernambuco já estão enviando projetos para a Caixa Econômica com o objetivo de incluí-los no novo pacote de habitação Minha casa, minha vida. Quem ainda não tem um projeto pronto está procurando terrenos para desenvolver as propostas. A maioria das empresas está interessada nos empreendimentos voltados para a faixa de renda de três a dez salários mínimos.
A Construtora Prolar tem dois projetos que estão sendo analisados pela Caixa. São empreendimentos com unidades custando entre R$ 58 mil e R$ 62 mil, e medindo entre 42 e 46 metros quadrados. “Adquirimos dois terrenos ideais para os empreendimentos que têm o perfil do programa”, informa o sócio diretor da Prolar, Luiz Antônio Lino. Um terreno fica em Camaragibe e o outro em Ouro Preto, em Olinda. Os residenciais somam 264 unidades habitacionais.
A Queiroz Galvão quer incluir 480 unidades do empreendimento Gran Village (Paulista) dentro do pacote. O residencial conta com apartamentos a partir de R$ 65 mil. Eles têm 44 metros quadrados. “Estamos focando nos clientes com renda entre três e seis mínimos. Mas vamos enviar mais projetos para a Caixa. Isso é só o começo”, explica o superintendente de Negócios da empresa, Múcio Solto.
Dois empreendimentos em Piedade e outro em Jardim São Paulo fazem parte da lista de residenciais da Moura Dubeux que está tramitando dentro da Caixa. Tony Vasconcelos, gerente comercial da construtora, que ficou famosa por construir edifícios de alto padrão voltados para a classe A, diz que a empresa também se interessa por clientes que ganham entre três e 10 salários mínimos. “A Caixa garante que a aprovação dos projetos vai ser mais eficiente. O prazo normal de 120 dias deve ser reduzido para 45”, calcula Vasconcelos.
As empresas que ainda não têm projetos sendo analisados pela Caixa estão procurando terrenos para entrar no jogo. O proprietário da Construtora Conlar, Jair Teixeira, afirma estar negociando uma área em Piedade e outra no Janga. “A nossa ideia é que esse tipo de produto tem que ter, no mínimo, 300 unidades. Quando comprarmos o terreno, vamos enviar o projeto para a Caixa”, garante Teixeira.
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São poucas as empresas com experiência na construção de unidades voltadas à faixa mais baixa, que inclui clientes com renda de até três mínimos. É difícil para as empresas fechar a equação que engloba o preço do terreno, o custo da construção e a margem de lucro. Das dez construtoras contactadas, ontem, pela reportagem do JC, apenas duas admitiram ter projetos mais populares: a Arcon e a Exata Engenharia.
A Arcon tem um empreendimento em Igarassu. Do total de 600 unidades, 200 já foram erguidas. As outras 400 devem fazer parte do novo pacote. A gerente comercial da empresa, Gerluce Carício, se reuniu ontem com a Caixa para saber como incluir o residencial no programa. Segundo ela, as 200 unidades da primeira etapa foram procuradas por 600 clientes. Uma parte ficou de fora porque não conseguiu fechar o financiamento bancário, pois tinham renda de apenas um mínimo. “Agora eles vão conseguir por causa do subsídio. Quem está na faixa mais baixa vai pagar somente R$ 50 por mês”, completa.
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